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O tráfego de IA no GA4, como as visitas do ChatGPT, aparece no canal Assistente de IA, em Relatórios > Aquisição > Aquisição de tráfego. O canal existe desde maio de 2026, mas mostra só uma parte desse tráfego. O resto cai em Referência, Não atribuído e Direto. Além disso, os cliques das Visões gerais criadas por IA ficam na busca orgânica.
Em resumo
- Desde maio de 2026, o GA4 separa o tráfego de assistentes como ChatGPT e Gemini no canal padrão Assistente de IA.
- Cliques nas Visões gerais criadas por IA (AI Overviews) e no Modo IA (AI Mode) continuam contados como Pesquisa orgânica, porque a origem é o Google.
- O tráfego do ChatGPT pode aparecer em três canais. Mas um grupo de canais personalizado, com regex na origem, junta as fatias e vale para o histórico.
- Visitas sem referenciador nem UTM caem em Direto. Search Console, Bing Webmaster Tools e logs mostram o que o GA4 não vê.
Onde ver o tráfego do ChatGPT no GA4?
Abra Relatórios, depois Aquisição e Aquisição de tráfego. Na tabela agrupada por canal, a linha Assistente de IA soma as visitas que o GA4 reconheceu como vindas de chatbots. Então, para ver de qual assistente veio cada sessão, troque a dimensão da tabela para Origem / mídia da sessão.
O canal estreou em 13 de maio de 2026, de acordo com a página de novidades do Google Analytics. Porém, a liberação foi gradual e só chegou à maioria das propriedades no início de junho, segundo o consultor de SEO Itamar Blauer. Na interface em inglês, aliás, o canal se chama AI Assistant. Sempre que o referenciador da visita está na lista de assistentes do Google, o GA4 grava a mídia ai-assistant e a campanha (ai-assistant). A sessão aparece, por exemplo, como chatgpt.com / ai-assistant.
- Abra o relatório. Em Relatórios > Aquisição > Aquisição de tráfego, procure a linha Assistente de IA.
- Abra as origens. Em seguida, troque a dimensão para Origem / mídia da sessão e busque chatgpt.com, gemini.google.com e claude.ai.
- Veja o resultado. Por fim, compare as colunas Taxa de engajamento e Eventos principais com as dos outros canais.

Quais assistentes entram no canal Assistente de IA?
O Google não publica a lista completa de assistentes reconhecidos. A documentação cita só exemplos, e eles mudam de uma página para outra. Por exemplo, a nota de lançamento fala em ChatGPT, Gemini e Claude. A definição do canal, por outro lado, fala em ChatGPT, Gemini, Deepseek, Copilot e Grok. Mas a Perplexity não aparece em nenhuma das duas.
| Assistente | Nota de lançamento | Definição do canal |
|---|---|---|
| ChatGPT | Sim | Sim |
| Gemini | Sim | Sim |
| Claude | Sim | Não |
| Copilot | Não | Sim |
| DeepSeek | Não | Sim |
| Grok | Não | Sim |
| Perplexity | Não | Não |
A definição do grupo de canais padrão também diz o que fica de fora. O canal exclui as Visões gerais criadas por IA e o Modo IA do Google. Esses cliques, portanto, entram em Pesquisa orgânica.
Em julho de 2026, Blauer relatou no Search Engine Journal que a Perplexity continuava caindo em Referência. Na ajuda dos grupos personalizados, de fato, o Google cita a Perplexity entre os exemplos. Mas ali ela entra na regex que você mesmo cria. Confira na sua propriedade onde cada assistente aparece antes de montar o relatório. Cada um escolhe as fontes de um jeito; veja como aparecer no Gemini, no Perplexity e no Claude.
Por que o tráfego do ChatGPT aparece em mais de um canal?
Isso acontece porque o GA4 decide o canal pela combinação de origem e mídia, e não só pela origem. Por isso, o mesmo chatgpt.com pode aparecer no GA4 em Assistente de IA, em Referência e em Não atribuído. Quem olha só a linha do canal padrão conta apenas uma fatia do tráfego do ChatGPT.
- chatgpt.com / ai-assistant: visitas que o GA4 reconheceu e que, por isso, ficam em Assistente de IA.
- chatgpt.com / referral: visitas que o GA4 não marcou ou que chegaram antes de o canal ser ativado na propriedade, de acordo com Blauer. Ficam em Referência.
- chatgpt.com / (not set): visitas sem mídia. Ficam em Não atribuído, isto é, o valor que o GA4 usa quando nenhuma regra de canal se aplica.
Blauer viu as três fatias numa mesma conta em junho de 2026:
“Se você ler o canal AI Assistant sozinho, vai contar a menos todas as vezes.”
Itamar Blauer, consultor de SEO, no Search Engine Journal (2026, tradução nossa)
A documentação do Google mostra como a fatia sem mídia pode surgir. De acordo com a ajuda do GA4 sobre UTMs, se a URL traz algum parâmetro UTM, todas as dimensões de origem vêm dos UTMs. Assim, o parâmetro que faltar vira (not set).
A OpenAI documentava que o ChatGPT acrescentava utm_source=chatgpt.com aos links das respostas com busca. A página saiu do ar em outubro de 2026, mas a cópia arquivada da FAQ da OpenAI mostra o texto. A FAQ citava só o utm_source. Logo, pela regra do Google, um link só com esse parâmetro chegaria ao GA4 como chatgpt.com / (not set). Para Blauer, porém, essa fatia do tráfego do ChatGPT costuma vir do app e do navegador interno, que perdem o referenciador.
Como criar um grupo de canais de IA no GA4
Um grupo de canais personalizado pode classificar as visitas só pela origem, sem olhar a mídia. Assim, as três fatias do tráfego do ChatGPT voltam para uma linha só. Além disso, o grupo vale para dados antigos e aceita assistentes que o Google não reconhece. No entanto, para criar o grupo, é preciso ter função de editor na propriedade.
- Abra os grupos. Em Administrador, vá a Exibição de dados e clique em Grupos de canais.
- Copie o padrão. Em seguida, clique em Criar novo grupo de canais. O GA4 cria uma cópia do grupo padrão.
- Crie o canal de IA. Então clique em Adicionar novo canal e dê um nome, como “IA (todas as origens)”.
- Defina a condição. Em Adicionar grupo de condições, escolha Origem e “corresponde à regex”. Em seguida, cole a expressão abaixo e clique em Salvar canal.
- Reordene. Em Reordenar, arraste o canal para cima de Referência e de Pesquisa orgânica e, então, clique em Aplicar.
- Salve e use. Por fim, clique em Salvar grupo. Em Aquisição de tráfego, escolha o novo grupo como dimensão da tabela.
^(chatgpt\.com|chat\.openai\.com|(www\.)?perplexity\.ai|gemini\.google\.com|copilot\.microsoft\.com|claude\.ai|chat\.deepseek\.com|grok\.com)$
A ordem importa porque cada visita entra no primeiro canal cuja regra ela cumpre, segundo a ajuda dos grupos de canais personalizados. Se a cópia trouxer o canal Assistente de IA, deixe-o logo abaixo do seu. Assim, ele recolhe os assistentes que o Google reconhece e a sua regex ainda não cobre. Propriedades padrão aceitam 2 grupos personalizados, e as do Analytics 360 aceitam 5.
Por que esta regex e não a do exemplo do Google?
De acordo com a página de expressões regulares do GA4, a regex precisa casar com o valor inteiro. Além disso, a página remete à sintaxe RE2, que não aceita lookahead. Por isso, a expressão acima lista domínios exatos e escapa os pontos. Ela amplia a regex do nosso guia de medição com DeepSeek e Grok, que o Google cita na definição do canal.
O exemplo da ajuda do Google, por outro lado, é mais amplo. Por exemplo, o trecho ^.*ai aceita qualquer origem terminada em “ai”, e .*gpt.* aceita qualquer origem com “gpt” no nome. Testamos as duas expressões com 29 valores de origem: 10 de assistentes e 19 de controle, que não são assistentes. Como resultado, o exemplo do Google classificou 7 valores que não são assistentes como IA e deixou de fora DeepSeek e Grok. A nossa, porém, acertou os 29. Revise a lista a cada trimestre, porque os domínios mudam.
Como montar uma exploração do tráfego de IA no GA4
A exploração mostra o que o relatório padrão esconde: em que páginas o tráfego de IA entra e se ele converte. Use a técnica de formato livre, com a origem e a página de destino nas linhas. Um filtro com a mesma regex do grupo isola os assistentes na tabela.
- Crie a exploração. No menu à esquerda, clique em Explorar e abra uma análise detalhada em branco. A técnica padrão é a tabela em formato livre.
- Importe as variáveis. Em Variáveis, importe Origem / mídia da sessão, Origem da sessão e Página de destino. Nas métricas, importe Sessões, Taxa de engajamento e Eventos principais.
- Monte a tabela. Então arraste Origem / mídia da sessão e Página de destino para Linhas, e as métricas para Valores.
- Filtre. Em Filtros, use Origem da sessão com “corresponde à regex” e a mesma expressão do grupo.
- Fixe o período. Por fim, escolha um período personalizado, como o mês fechado, para que a exploração não mude quando você a reabrir.
Por que olhar a página de destino?
No tráfego do ChatGPT, a página de destino ganhou peso em 2026. Isso porque, em maio, o ChatGPT trocou as citações em nota por nomes de marca clicáveis, segundo a Similarweb. Antes da mudança, 26% a 29% das referências do ChatGPT caíam na home. No fim de maio, porém, eram 62% a 63%. A Similarweb não informa a geografia desse dado e vende ferramentas de análise de tráfego de IA. Para a Similarweb, picos de tráfego na home ou em Direto merecem uma segunda olhada. Em lojas, cruze a página de destino com as compras e veja como os produtos entram nas respostas de IA.
O que o GA4 não mostra como tráfego de IA
O GA4 só classifica como IA o clique que chega com uma origem legível. Ficam de fora três casos. Em primeiro lugar, os cliques nas Visões gerais e no Modo IA contam como busca orgânica. Em segundo lugar, as visitas sem referenciador nem UTM caem em Direto. Por fim, a resposta que cita a marca sem gerar clique não aparece.
| Situação | Onde aparece no GA4 |
|---|---|
| Clique num link do ChatGPT | Assistente de IA, Referência ou Não atribuído |
| Clique nas Visões gerais ou no Modo IA | Pesquisa orgânica |
| Clique em app sem referenciador nem UTM | Direto |
| Link sem UTM copiado e colado no navegador | Direto |
| Clique na Perplexity | Referência, segundo Blauer |
| Resposta que cita a marca sem clique | Não aparece |
Visões gerais e Modo IA
O GA4 não separa os cliques das Visões gerais e do Modo IA da busca comum. Uma regex na origem não resolve, porque a origem continua sendo o Google. O caminho é acompanhar as impressões desses recursos no Search Console. O guia sobre o Modo IA e AI Overviews do Google mostra como esses recursos escolhem as fontes.
Apps e visitas sem referenciador
De acordo com a ajuda do GA4 sobre tráfego direto, (direct) / (none) é o tráfego sem origem de referência clara. Em julho de 2025, a Cloudflare observou que cliques no app nativo do Claude chegavam sem o cabeçalho de referência. A empresa acredita que o mesmo vale para outros apps nativos. Como resultado, sem referenciador nem UTM, essas visitas viram Direto, e o grupo personalizado não as recupera.
Como combinar GA4, Search Console, Bing e logs
Cada ferramenta cobre uma parte do caminho. Enquanto o GA4 mostra o clique e a conversão, o Search Console mostra as impressões nas Visões gerais e no Modo IA. Da mesma forma, o Bing Webmaster Tools mostra as citações no Copilot. Por fim, os logs mostram as páginas que os assistentes buscam a pedido dos usuários.
| Fonte | O que mostra | O que não mostra |
|---|---|---|
| GA4 | Visitas e conversões vindas de assistentes | Cliques das Visões gerais e do Modo IA à parte |
| Search Console | Impressões nas Visões gerais e no Modo IA | Cliques separados desses recursos |
| Bing Webmaster Tools | Citações no Copilot e buscas da IA | Visitas ao site |
| Logs do servidor | Páginas abertas por ChatGPT-User e similares | Quem clicou |
O que o Search Console e o Bing mostram?
O Relatório de performance da IA generativa do Search Console chegou a todos os sites em 31 de agosto de 2026. Ele mostra impressões por página, país, data e dispositivo. Além disso, os mesmos dados seguem dentro do Relatório de performance, no tipo de pesquisa Web. Como ler esses números e separar o efeito da IA está no guia de dados do Modo IA e das Visões gerais no Search Console.
De acordo com a Microsoft, o AI Performance do Bing Webmaster Tools mostra as citações por página. Ele cobre o Copilot, os resumos de IA do Bing e parceiros selecionados. As grounding queries mostram uma amostra das frases que a IA usou para achar o conteúdo.
O que os logs mostram?
Nos logs, ChatGPT-User, Perplexity-User e Claude-User marcam páginas abertas por causa de uma pergunta do usuário. A OpenAI publica os IPs do ChatGPT-User, o que ajuda a separar o robô real de imitações. Esses acessos não são cliques de pessoas, mas mostram quais páginas os assistentes abriram para responder.
A IA lê muito mais do que envia. O Cloudflare Radar mede o tráfego que passa pela Cloudflare. Na semana que analisamos para este guia, por exemplo, a OpenAI fez cerca de 1.700 requisições de rastreamento para cada visita que enviou. Segundo a Cloudflare, a conta só inclui visitas com referenciador, por isso a razão pode estar inflada. Por outro lado, menção e citação se medem com prompts fixos. O passo a passo está no guia sobre como medir menções e citações da sua marca em IA.
Como reportar o tráfego de IA ao cliente
Reporte o tráfego de IA como um piso, e não como o total. Mostre as sessões e conversões do grupo personalizado e a tendência mês a mês. Além disso, inclua as duas ressalvas: cliques do Google na busca orgânica e visitas sem referenciador em Direto. Por fim, compare só períodos medidos com a mesma regra de canal.
- Sessões e eventos principais do canal de IA personalizado, por assistente.
- Páginas de destino que mais recebem tráfego de IA.
- Impressões de IA generativa do Search Console no mesmo período.
- Citações e grounding queries do Bing Webmaster Tools.
- Acessos de ChatGPT-User e similares nos logs, por página.
- Presença nas respostas, medida com prompts fixos ou com uma das ferramentas de GEO.
No geral, espere números pequenos. Por exemplo, a Conductor analisou 1.215 domínios de clientes enterprise nos EUA, de maio a setembro de 2025. Neles, a IA trouxe 1,08% do tráfego, e o ChatGPT respondeu por 87,4% desse tráfego de IA. A Conductor vende uma plataforma de otimização para buscas com IA. Para transformar esse piso em retorno financeiro, veja como calcular o ROI de SEO e GEO. Para agências, esse relatório faz parte do pacote; veja como montar e vender o serviço de GEO.
O clique é só o fim do caminho, porque antes dele a marca precisa aparecer na resposta. Se o conceito é novo, comece pelo guia sobre o que é GEO. Para o ChatGPT, que domina esse tráfego, veja como aparecer no ChatGPT.
O que encontramos ao analisar os guias em português sobre tráfego de IA no GA4
Fizemos 13 buscas em português sobre o tráfego de IA no GA4 e, em seguida, analisamos os 4 guias que apareceram. Três saíram depois do lançamento do canal, mas só um cita o canal Assistente de IA. Só um traz uma regex.
Só um avisa que os cliques das Visões gerais contam como busca orgânica, e nenhum cita o Modo IA. Três avisam que parte das visitas cai em Direto. No entanto, nenhum explica a fatia em Não atribuído. Nenhum cita o relatório de IA generativa do Search Console nem o AI Performance do Bing.
Perguntas frequentes
Sim. O grupo de canais personalizado do GA4 vale para o histórico e aceita assistentes que o Google não reconhece. No entanto, para criar o grupo, é preciso ter função de editor na propriedade. Propriedades padrão aceitam 2 grupos personalizados, e as do Analytics 360 aceitam 5.
Pouco. A Conductor analisou 1.215 domínios de clientes enterprise nos EUA, de maio a setembro de 2025. Neles, a IA trouxe 1,08% do tráfego, e o ChatGPT respondeu por 87,4% desse tráfego de IA. Por isso, reporte o tráfego de IA como um piso, e não como o total.
Porque, em maio de 2026, o ChatGPT trocou as citações em nota por nomes de marca clicáveis, de acordo com a Similarweb. Antes da mudança, 26% a 29% das referências do ChatGPT caíam na home. No fim de maio, porém, eram 62% a 63%. Picos na home ou em Direto merecem uma segunda olhada.
Fontes principais
- Google Analytics, definições do grupo de canais padrão (2026).
- Google Analytics, grupos de canais personalizados (2026).
- Google Analytics, O que há de novo no Google Analytics, nota de 13 de maio (2026).
- Search Engine Journal, Itamar Blauer sobre a subcontagem do canal de IA (2026).
- Search Console, Relatório de performance da IA generativa (2026).
- Similarweb, estatísticas de tráfego e citações em IA (2026).


