Pesquisa aprofundada do ChatGPT e do Gemini: que fontes ela lê e como sua marca entra no relatório

Equipe NotHuman

Escrito com AI revisado por humanos.

Tempo de leitura: 13 minutos

A pesquisa aprofundada do ChatGPT é o modo em que a IA planeja a busca, lê muitas fontes e entrega um relatório com citações. O Deep Research do Gemini e o modo de pesquisa do Perplexity e do Claude seguem a mesma lógica. Por isso, só entra no relatório a marca que o agente acha e consegue ler.

Em resumo

  • Segundo a OpenAI, a pesquisa aprofundada do ChatGPT lê e analisa muitas fontes antes de entregar um relatório com citações. Na API, a empresa fala em centenas de fontes.
  • Num estudo da Peec em mais de 10 contas gratuitas, o deep research do ChatGPT buscou só no Bing, nunca clicou e leu cerca de 5.700 caracteres por página na primeira leitura.
  • A pesquisa aprofundada do Gemini usa a Pesquisa Google como fonte padrão. Já o Perplexity e o Claude têm robôs próprios, com regras diferentes de robots.txt.
  • Para entrar no relatório, a marca precisa liberar os robôs, pôr a resposta no começo do HTML e ganhar menções em fontes que a IA trata como oficiais.

O que é a pesquisa aprofundada do ChatGPT?

A pesquisa aprofundada do ChatGPT é um modo de pesquisa longa. Você descreve o resultado que quer, e o ChatGPT propõe um plano, pesquisa na web, em arquivos e em apps conectados. Por fim, entrega um relatório estruturado, com citações ou links para as fontes. Por isso, ela leva minutos, e não segundos.

A Central de Ajuda da OpenAI descreve o processo em etapas. Antes de começar, o ChatGPT pode fazer perguntas de esclarecimento e mostra o plano, que você pode editar. Em seguida, durante a pesquisa, dá para acompanhar o progresso e interromper para mudar o foco. Por fim, o relatório abre em tela cheia, com sumário, uma seção de fontes usadas e um histórico de atividades.

Desde fevereiro de 2026, o usuário também pode concentrar a pesquisa em sites específicos. Em Sites > Gerenciar sites, ele restringe a busca aos domínios que informar ou só dá prioridade a eles, sem deixar de pesquisar a web. Assim, um comprador pode, por exemplo, pedir um relatório baseado só em sites de avaliação.

Como usar a pesquisa aprofundada no ChatGPT

De acordo com a OpenAI, há três caminhos:

  1. Comando: digite /Deepresearch na caixa de mensagem.
  2. Menu de ferramentas: clique em + e escolha Pesquisa aprofundada.
  3. Menu lateral: selecione Pesquisa aprofundada.

O uso da pesquisa aprofundada do ChatGPT varia conforme o plano, e o contador no produto mostra quantas tarefas ainda restam. Na página de preços, o plano Free aparece com pesquisa aprofundada limitada. A OpenAI avisa, porém, que a disponibilidade também depende do país.

Pesquisa aprofundada ChatGPT e Gemini (deep research): ilustração de uma esfera luminosa cercada de páginas que montam um relatório sobre a mesa

Quantas fontes a pesquisa aprofundada consulta e que sites prefere?

A OpenAI não fixa um número de fontes para o ChatGPT. Na documentação da API, porém, diz que os modelos de deep research dela podem encontrar, analisar e sintetizar centenas de fontes. Ou seja, esse número vale para os modelos da API, e não para o produto.

O retrato mais detalhado vem da Peec, que vende uma ferramenta de monitoramento de marcas em IA. A empresa gravou a pesquisa aprofundada do ChatGPT em mais de 10 contas gratuitas, com cerca de 20 pedidos por conta, de pesquisa e de comparação de fornecedores. Segundo o estudo, publicado em junho de 2026, toda busca registrada usou o Bing, sem nenhuma consulta ao Google. A OpenAI, porém, não publica a origem dos resultados.

Assim, os números mostram como o deep research filtra as fontes:

  • Trecho do Bing: o resumo de cada resultado tem no máximo cerca de 285 caracteres, quase tudo o que o agente vê antes de abrir a página.
  • Primeira leitura: cada página aberta rende uma janela de cerca de 5.700 caracteres (mediana), nunca a página inteira.
  • Profundidade: quando já sabe o que procura, o agente lê só os 2 ou 3 primeiros resultados de cada busca.
  • Releitura: o gatilho mais comum é achar na página a palavra exata que o agente procurava.

Quanto à preferência, o raciocínio registrado mostra o agente atrás de fontes que ele chama de oficiais e confiáveis. Por outro lado, ele trata fóruns e conteúdo de usuários como contexto, e não como prova. Esse raciocínio é o que o próprio agente escreve, e não uma regra publicada pela OpenAI. Além disso, a Peec avisa que o estudo é observacional e que os números mudam a cada versão.

Qual a diferença para a busca comum e para o modo agente?

A busca comum responde rápido, com um resumo e links. A pesquisa aprofundada do ChatGPT demora mais, lê muitas fontes e entrega um relatório. Já o agente age nos sites: abre páginas num navegador, clica e preenche formulários. No ChatGPT, esse papel hoje é do ChatGPT Work, porque o antigo modo agente saiu do ar.

A OpenAI resume a diferença entre os dois primeiros modos assim:

“A pesquisa busca rapidamente informações recentes da web e retorna um breve resumo com links. A pesquisa aprofundada leva mais tempo para ler e analisar muitas fontes e, em seguida, produz um relatório detalhado e documentado.”

OpenAI, Central de Ajuda (2026)
ModoFunçãoPeso para a marca
BuscaResumo rápido com linksEstar entre as fontes citadas
Pesquisa aprofundadaRelatório com muitas fontesSer lida e citada no relatório
ChatGPT WorkTarefas longas em sites e appsSite aberto ao navegador da OpenAI

Além disso, a diferença técnica importa. No estudo da Peec, o deep research do ChatGPT usou só três comandos de um navegador de texto: buscar, abrir e procurar dentro da página. Ou seja, ele nunca clicou, embora abra os links que lê. O navegador na nuvem do Work, por outro lado, clica em botões e preenche formulários, segundo a OpenAI. O caso da busca comum, dentro de uma resposta, está no guia sobre quando o ChatGPT pesquisa na internet.

A pesquisa aprofundada do Gemini funciona igual?

Funciona de modo parecido, mas com outra base. A pesquisa aprofundada do Gemini, chamada Deep Research, usa a Pesquisa Google como fonte padrão, e o usuário pode trocar ou somar fontes como Gmail, Drive e arquivos. Além disso, a pesquisa aprofundada do Gemini monta um plano editável antes de começar e pode levar até 10 minutos, ou mais em relatórios complexos.

Segundo a Central de Ajuda do Gemini, o modelo de raciocínio da pesquisa aprofundada do Gemini está disponível para todos os usuários. Quem assina o Google AI Pro ou o Ultra, porém, pode usar o modelo Pro e tem limites maiores. Por outro lado, a página de limites do Google avisa que, sem plano, o recurso pode ficar indisponível em períodos de alta demanda. Na página de apresentação, o Google diz ainda que o Deep Research navega por centenas de sites.

Portanto, para a marca, a consequência é direta. Como a pesquisa aprofundada do Gemini parte da Pesquisa Google, a página precisa estar no índice do Google para ser achada nessa fonte. Já no ChatGPT, a Peec viu o Bing em todas as buscas do deep research. Outros estudos mostram uma origem mais mista, como explica o guia de como indexar o site no Bing.

Deep research do ChatGPT ou do Gemini: qual cita mais fontes?

Um teste acadêmico comparou os dois. No DeepResearch Bench, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, especialistas criaram 100 tarefas de pesquisa de nível de doutorado em 22 áreas. Citação válida, no teste, é a que a fonte de fato sustenta. Com as versões de abril e maio de 2025, o resultado foi este:

FerramentaCitações válidas por tarefaTaxa de acerto
Gemini 2.5 Pro Deep Research111,281,4%
OpenAI Deep Research40,878,0%
Perplexity Deep Research31,390,2%

Ou seja, o Gemini citou muito mais, enquanto o Perplexity acertou mais vezes. No entanto, os três produtos mudaram desde então. Por isso, use o teste como sinal de estilo, e não como placar atual.

E a pesquisa do Perplexity e do Claude?

Também leem muitas fontes, mas com outros robôs e outras regras de acesso. O Perplexity chama o recurso de Research e diz que ele faz dezenas de buscas e lê centenas de fontes. No Claude, a pesquisa faz várias buscas encadeadas, na web e nas ferramentas conectadas, e só existe nos planos pagos.

De acordo com a Central de Ajuda do Perplexity, a maioria das tarefas termina em menos de 3 minutos. Os usuários do plano gratuito têm acesso limitado, enquanto os do Pro têm acesso ampliado. Ao final, o relatório pode virar PDF, documento ou uma página do Perplexity.

Na Anthropic, a pesquisa do Claude está nos planos Pro, Max, Team e Enterprise, na web, no desktop e no celular. Ela exige a busca na web ligada e segue os mesmos limites de uso das conversas comuns, embora gaste o limite mais rápido. No celular, porém, ela consulta só a web, sem os conectores.

A pesquisa aprofundada respeita o robots.txt e o paywall?

Depende da empresa, e a documentação nem sempre diz qual robô cada modo usa. A OpenAI não nomeia o robô da pesquisa aprofundada do ChatGPT. A única pista pública é o registro da Peec, em que páginas bloqueadas para o OAI-SearchBot voltaram vazias. Já paywalls, logins e servidores lentos podem tirar a fonte do relatório.

FerramentaRobôs documentadosO que diz a empresa
ChatGPTOAI-SearchBot e ChatGPT-UserO robots.txt pode não valer para o ChatGPT-User
GeminiToken Google-ExtendedControla o treino e o embasamento nos apps do Gemini
PerplexityPerplexityBot e Perplexity-UserO Perplexity-User em geral ignora o robots.txt
ClaudeClaude-SearchBot e Claude-UserOs robôs seguem o robots.txt

Os dados vêm da documentação de robôs da OpenAI e das páginas equivalentes do Google, do Perplexity e da Anthropic. Nenhuma das quatro empresas diz, nessas páginas, qual robô o modo de pesquisa longa usa.

Quanto ao paywall, a própria OpenAI avisa que o ChatGPT pode não conseguir ler um site por problemas técnicos, paywall ou regras do robots.txt. No estudo da Peec, redes sociais com login, grandes marketplaces e servidores lentos também ficaram de fora, e o relatório não avisou a falta. Como o registro é só da Peec, trate o OAI-SearchBot como pista, e não como regra confirmada pela OpenAI. A regra de cada robô, com um exemplo de arquivo, está no guia de robots.txt para IA.

Como a marca entra no relatório de fornecedores?

A marca entra quando o agente acha a página, lê a resposta logo no início e encontra o nome dela em fontes que considera confiáveis. Isso pesa nas compras B2B, porque a IA já influencia a lista curta de fornecedores. Numa pesquisa da G2 com 1.076 decisores de compra, 54% apontaram os chatbots de IA como fonte que influencia a lista curta de software.

A G2 vende serviços de marketing a fornecedores de software, e a pesquisa trata dos chatbots em geral, não só da pesquisa aprofundada. Além disso, ela não incluiu a América Latina, então não vale como retrato do Brasil.

Ajustes no site

  1. Libere os robôs de busca: OAI-SearchBot, PerplexityBot e Claude-SearchBot no robots.txt, e os IPs deles na CDN e no firewall. A Peec só testou o OAI-SearchBot. No Google, quem quer aparecer nos apps do Gemini não deve bloquear o Google-Extended.
  2. Ponha a resposta no começo do HTML: segundo a Peec, só cerca de 33% da primeira leitura era conteúdo em páginas com 60 links ou mais, contra 78% em páginas com menos de 20.
  3. Escreva em texto o que fica em abas e filtros: preço, especificações, setores atendidos e certificações. Afinal, o deep research do ChatGPT não clica.
  4. Use as palavras exatas do comprador nos títulos e no texto, como “ERP para indústria”, porque a releitura começa por uma busca de termo dentro da página.
  5. Descreva as imagens no alt: a Peec viu o agente tirar uma avaliação do texto alternativo de um selo e pular imagens sem descrição.
  6. Use links internos descritivos para preço, especificações e comparações, já que o agente segue os links que lê.

Ajustes fora do site

Como o agente busca fontes que descreve como oficiais, vale também ser mencionado por terceiros que ele reconhece. Por isso, trabalhe os sites de avaliação, a imprensa do setor e as associações que aparecem nos relatórios da sua categoria. Quais são essas fontes, e como ganhar presença nelas, está no guia das fontes mais citadas pelo ChatGPT.

Em seguida, teste. Rode uma pesquisa aprofundada no ChatGPT e no Gemini com o pedido que o seu comprador faria. No ChatGPT, abra a seção de fontes usadas e o histórico de atividades e anote quais domínios a IA leu e quais citou. Por fim, compare com os concorrentes que entraram no relatório. As outras rotas da marca, do treino à busca, estão no guia de como o ChatGPT funciona.

Perguntas frequentes

A pesquisa aprofundada do ChatGPT é grátis?

Sim, com limite. A página de preços da OpenAI mostra pesquisa aprofundada limitada no plano Free, e o uso varia conforme o plano. O contador no próprio ChatGPT mostra quantas tarefas ainda restam, mas a disponibilidade também depende do país. Já a pesquisa aprofundada do Gemini também funciona sem plano pago, mas pode ficar indisponível em períodos de alta demanda.

Dá para impedir que a pesquisa aprofundada leia o meu site?

Dá, mas o site pode sair também de outras respostas. No registro da Peec, a pesquisa aprofundada do ChatGPT respeitou o bloqueio ao OAI-SearchBot, o robô que coloca o site na busca do ChatGPT. A OpenAI não confirma essa ligação. Mesmo assim, bloquear esse robô tira a página da busca do ChatGPT e, pelo que a Peec viu, também do relatório.

Quanto tempo leva uma pesquisa aprofundada?

De poucos minutos a dezenas de minutos. O Perplexity diz que a maioria das tarefas termina em menos de 3 minutos. Já o Google diz que a pesquisa aprofundada do Gemini pode levar até 10 minutos, ou mais em relatórios complexos. Na API, a OpenAI avisa que os modelos de pesquisa aprofundada podem levar dezenas de minutos.

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Fontes principais

  • OpenAI, Pesquisa aprofundada no ChatGPT (2026).
  • Peec, como o deep research do ChatGPT lê um site, a partir dos registros das sessões (2026).
  • OpenAI, documentação de deep research da API (2026).
  • Google, Usar o Deep Research nos apps do Gemini (2026).
  • OpenAI, visão geral dos robôs da OpenAI (2026).
  • DeepResearch Bench, comparação acadêmica de agentes de pesquisa (2025).
  • Perplexity, What is Research mode? (2026).
  • Anthropic, Use research on Claude (2026).

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