Auditoria técnica de SEO: checklist para o Google, o Bing e a IA

Equipe NotHuman

Escrito com AI revisado por humanos.

Tempo de leitura: 14 minutos

A auditoria técnica de SEO confere se o Google, o Bing e os robôs de IA conseguem rastrear, ler e indexar o site. Em 2026, o SEO técnico inclui também os robôs de busca das IAs, a CDN e o controle de IA do Search Console. Por isso, este checklist mostra o que testar, com que ferramenta e do que depende o custo.

Em resumo

  • A base do SEO técnico são os três requisitos do Google: Googlebot liberado, página com status 200 e conteúdo indexável.
  • Para a IA, a auditoria técnica de SEO confere também os robôs de busca das IAs, a CDN e o firewall. Afinal, um bloqueio ali pode tirar o site das respostas com busca.
  • O texto principal precisa estar no HTML que o servidor entrega, porque nem todos os robôs executam JavaScript, segundo o Google.
  • Search Console, Bing Webmaster Tools e PageSpeed Insights são gratuitos. Por isso, o custo da auditoria está nas horas de análise e no plano de correção.

O que entra numa auditoria técnica de SEO em 2026?

Uma auditoria técnica de SEO cobre cinco blocos: acesso dos robôs, renderização, indexação, sinais da página e controles de IA. Os três primeiros partem dos requisitos técnicos do Google. Os dois últimos, porém, cobrem as práticas e os controles que valem para as respostas de IA do Google e do Bing.

De acordo com os requisitos técnicos da Pesquisa Google, a página precisa de três coisas: Googlebot liberado, status HTTP 200 e conteúdo indexável. Ainda assim, o Google avisa que não garante a indexação.

BlocoO que conferirOnde conferir
Acesso dos robôsrobots.txt, CDN, firewall e status HTTPNavegador, curl e logs
RenderizaçãoTexto, links e preço no HTML inicialCódigo-fonte e Inspeção de URL
IndexaçãoPáginas-chave no índice, sitemap e canonicalSearch Console e Bing Webmaster Tools
Sinais da páginaLinks com href, Core Web Vitals e dados estruturadosPageSpeed Insights e teste de pesquisa aprimorada
Controles de IAInclusão na IA do Search Console, nosnippet e noarchiveSearch Console e código da página

Este checklist cobre a base técnica, enquanto o resto da estratégia, do conteúdo à medição, está no guia de SEO e IA. Por fim, a presença da marca nas respostas, com perguntas de teste e fontes citadas, se mede na auditoria GEO grátis.

O que mudou na auditoria de SEO com a IA?

Nos recursos de IA do Google, a régua é a mesma da busca. Conforme a página Recursos de IA e seu site, as Visões gerais criadas por IA e o Modo IA não têm requisito técnico extra. Além disso, a lista de práticas da página começa pelo acesso: rastreamento liberado no robots.txt e também na CDN ou na hospedagem.

Assim, diante de um checklist de SEO técnico de anos atrás, a auditoria de hoje acrescenta quatro itens:

  1. Robôs de busca das IAs: OAI-SearchBot, Claude-SearchBot e PerplexityBot levam o site às respostas com busca do ChatGPT, do Claude e do Perplexity.
  2. CDN e firewall: em setembro de 2026, as opções Block e Block on pages with ads do controle de treino da Cloudflare passaram a barrar também Googlebot, Bingbot e Applebot.
  3. Controle de IA do Search Console: o guia do Google para IA generativa exige que o site esteja incluído nos recursos de IA generativa. A inclusão é o padrão, mas uma propriedade filha herda a escolha da propriedade mãe.
  4. Bing: o índice do Bing é a base do Copilot, por isso entra no checklist ao lado do Google.

Por outro lado, arquivos especiais não entram na conta do Google. O mesmo guia diz que não é preciso criar llms.txt nem outros arquivos de texto para IA, porque a Pesquisa Google não os usa. Veja para que serve o llms.txt em outros serviços.

Auditoria técnica de SEO: ilustração de uma prancheta de checklist diante de um site inspecionado por três robôs rastreadores

Como checar se os robôs de IA conseguem acessar o site?

Comece a auditoria técnica de SEO pelo robots.txt: nenhuma regra pode barrar os robôs de busca, como Googlebot, Bingbot, OAI-SearchBot, Claude-SearchBot e PerplexityBot. Em seguida, peça as páginas-chave com o user agent de cada robô e compare os códigos de resposta. Um 403 ou 429 só para o robô, por exemplo, aponta bloqueio na CDN, no firewall ou na hospedagem.

No ChatGPT, quem decide se o site aparece na busca é o OAI-SearchBot. De acordo com a documentação da OpenAI, sites que bloqueiam esse robô não aparecem nas respostas da busca do ChatGPT. Por outro lado, o GPTBot coleta conteúdo para treino, então bloqueá-lo é uma decisão à parte. A escolha robô a robô está no guia de robots.txt para IA.

  1. Leia o robots.txt de cada host. Procure Disallow: / sob o nome de um robô de busca ou num grupo User-agent: * que feche o site.
  2. Teste a resposta do servidor. Peça o robots.txt e as páginas-chave com o user agent de cada robô e anote o status.
  3. Abra o painel da CDN e o firewall. Regras contra robôs podem barrar a IA antes mesmo da leitura do robots.txt.
  4. Confira os logs. Veja se os robôs chegam às páginas-chave e se recebem status 200.

Como testar CDN, firewall e servidor na auditoria técnica?

O robots.txt é um pedido, e o bloqueio técnico fica na infraestrutura: CDN, firewall ou hospedagem. O Perplexity, por exemplo, avisa que, com firewall de aplicação, pode ser preciso liberar os robôs dele de forma explícita. Assim, em sites na Cloudflare, confira as políticas de IA e a aba Crawlers do AI Crawl Control. O passo a passo está no guia de como checar e liberar os robôs de IA na Cloudflare.

Para o SEO técnico, aliás, o Google também depende de um servidor estável. Segundo a ajuda do Search Console, o Google desacelera ou interrompe o rastreamento quando o robots.txt não volta como arquivo válido nem como 404. Por isso, confira se o servidor entrega o arquivo sem erro a cada robô.

Por fim, confira o IP, já que qualquer um imita um user agent. OpenAI, Anthropic e Perplexity publicam listas de IP dos seus robôs.

Como testar se o conteúdo depende de JavaScript?

Nesta parte da auditoria técnica de SEO, compare o código-fonte da página com o que o navegador mostra. Se o texto principal, os links ou o preço só aparecem depois do JavaScript, um robô que não executa o código não os vê. O Googlebot renderiza as páginas, mas o próprio Google avisa que nem todos os robôs fazem isso.

Nos princípios básicos de SEO em JavaScript, o Google chama de ótima ideia a renderização no servidor ou prévia. Afinal, ela deixa o site mais rápido, e nem todos os bots executam JavaScript. Da mesma forma, as diretrizes do Bing, que valem também para o Copilot, mandam não esconder conteúdo crítico atrás de renderização no navegador. Conforme o Bing, conteúdo que não renderiza de forma confiável pode ficar fora do índice e das respostas.

Por outro lado, OpenAI, Anthropic e Perplexity não dizem, nas páginas sobre os seus robôs, se eles executam JavaScript. Portanto, trate o HTML inicial como o que esses robôs leem.

  1. Código-fonte sem JavaScript: abra o código da página, ou baixe o HTML com curl, e procure uma frase do texto e os links.
  2. Inspeção de URL: no Search Console, rode o teste em tempo real e abra “Ver a página testada”, que mostra a captura de tela e o HTML.
  3. Links internos: confira se são elementos <a> com href, o formato que o Google consegue rastrear.

O que fazer quando o conteúdo só existe no JavaScript?

No SEO técnico, em geral, a correção depende do tamanho do problema. Quando faltam só links, meta tags ou dados estruturados no HTML, ajustes no código atual resolvem, como mostra o checklist de SEO JavaScript. Se todo o texto principal só aparece no navegador, porém, o caminho é trocar o modo de renderização. Nesse caso, o comparativo entre SSR e CSR ajuda a escolher entre renderizar no servidor, gerar páginas estáticas ou pré-renderizar.

Como verificar a indexação no Google e no Bing?

No Google, a auditoria técnica de SEO usa a Inspeção de URL nas páginas-chave e o relatório de indexação de páginas para o site inteiro. Da mesma forma, no Bing Webmaster Tools, use a Inspeção de URL e o Site Explorer. Assim, os dois painéis gratuitos mostram se a página está no índice, por que ficou de fora e o que corrigir.

  • Páginas-chave no índice: segundo a ajuda do Search Console, a maioria dos sites tem páginas fora do índice, mas as importantes precisam estar dentro, e as duplicadas, não.
  • Sitemap: envie nos dois buscadores, só com URLs canônicas, como pedem as diretrizes do Bing.
  • noindex no lugar certo: o robots.txt controla o rastreamento, e não a indexação. Para tirar uma página do índice, use noindex e deixe o robô rastrear a URL.
  • Snippet liberado: para os recursos de IA do Google, a página precisa estar qualificada para aparecer com snippet. Por isso, procure nosnippet em páginas que a IA deveria citar.

O que a auditoria técnica de SEO confere no Bing?

O Bing pesa na IA por dois caminhos. Em primeiro lugar, ele é a base do Copilot. Em segundo lugar, no blog do Bing Webmaster, a Microsoft diz que ele alimenta ferramentas de IA como o ChatGPT. Por isso, confira se o Bingbot não está bloqueado, se o Bing processou o sitemap e se o IndexNow avisa as mudanças.

Também vale procurar noarchive e nocache nas páginas-chave. Segundo as diretrizes do Bing, a primeira tira o conteúdo das respostas do Copilot, e a segunda reduz o que ele pode usar. O cadastro, as duas diretivas e o papel do Bing no ChatGPT estão no guia de como indexar o site no Bing.

Que ferramentas usar na auditoria técnica de SEO?

As ferramentas oficiais e gratuitas cobrem quase toda a auditoria técnica de SEO: Search Console, Bing Webmaster Tools, PageSpeed Insights e o teste de pesquisa aprimorada. Além disso, o navegador e o curl mostram o HTML que um robô sem JavaScript recebe. Por fim, os logs do servidor ou da CDN mostram quem visitou o site e com que status.

FerramentaUso na auditoriaCusto
Search ConsoleÍndice, Inspeção de URL, robots.txt e rastreamentoGrátis
Bing Webmaster ToolsÍndice no Bing, Site Scan, IndexNow e citações no CopilotGrátis
PageSpeed InsightsCore Web Vitals de cada páginaGrátis
Teste de pesquisa aprimoradaDados estruturados e HTML renderizadoGrátis
Navegador e curlHTML inicial por user agentGrátis

O Bing, inclusive, tem um auditor de SEO técnico próprio. De acordo com a ajuda do Bing Webmaster Tools, o Site Scan rastreia o site sob demanda e procura problemas técnicos comuns. O relatório separa erros, avisos e observações, e a ajuda manda resolver primeiro os erros, porque podem afetar a indexação.

Ferramentas pagas de terceiros também ajudam, mas com uma ressalva. Nas orientações sobre ferramentas de terceiros, o Google diz que elas não acessam os dados internos de classificação nem garantem desempenho. Por isso, ele recomenda o Search Console mesmo a quem usa outra ferramenta. Nas Core Web Vitals, aliás, a meta do Google é LCP em até 2,5 segundos, INP abaixo de 200 milissegundos e CLS abaixo de 0,1.

Exemplo: um blog em WordPress no checklist de SEO técnico

Na NotHuman, o blog roda em WordPress, e o texto dos artigos já vem no HTML inicial. Conferimos isso com pedidos sem JavaScript, como faz um robô de IA. O robots.txt não bloqueia GPTBot, Google-Extended nem CCBot, por decisão de GEO. Além disso, o Yoast publica o llms.txt automático, avisa o IndexNow e gera o schema BlogPosting e o BreadcrumbList. O FAQPage entra só nos artigos que têm perguntas frequentes.

Quanto custa uma auditoria técnica de SEO?

Não encontramos referência confiável de preço no Brasil. Nenhuma pesquisa com amostra declarada apareceu, e as faixas publicadas vêm de agências ou de tabelas sem método informado. Na prática, portanto, o custo de uma auditoria técnica de SEO está nas horas de análise, e quatro fatores fazem as horas crescerem.

  • Tamanho e modelos de página: um site institucional pede menos horas que uma loja com filtros e milhares de URLs.
  • JavaScript: em sites com React, Vue ou Angular, o SEO técnico pede testes de renderização em cada modelo de página.
  • Acessos: logs, CDN e firewall exigem alguém da TI do cliente.
  • Idiomas e países: cada versão local multiplica as checagens de indexação e de hreflang.

O que a auditoria de SEO precisa entregar?

De acordo com o Google, em Você precisa de SEO?, uma auditoria de SEO deve trazer estimativas realistas de melhoria e do trabalho envolvido. Além disso, a página pede desconfiança de quem garante o primeiro lugar. O Google recomenda, inclusive, dar ao auditor só acesso de leitura ao Search Console nessa etapa.

Na prática, peça cinco itens no relatório:

  1. Problemas encontrados, com URLs de exemplo e evidência, como captura de tela e código de resposta.
  2. Prioridade de cada item, com bloqueio de robô e página-chave fora do índice no topo.
  3. Correção sugerida, com o responsável: TI, conteúdo ou SEO.
  4. Estimativa de esforço para cada correção.
  5. Reteste depois das correções, com as mesmas ferramentas.

Para a agência, a auditoria de SEO técnico vira o diagnóstico de entrada do cliente. Por isso, vale cobrá-la como projeto fechado, separada do escopo mensal, como o guia de agências de GEO recomenda para o diagnóstico de GEO.

O que encontramos ao analisar 10 guias de auditoria de SEO técnico

Fizemos quatro buscas sobre o tema e reunimos 10 guias em português do Brasil que ensinam a fazer auditoria de SEO técnico. Todos vêm de agências, consultores ou ferramentas de SEO. Além disso, sete têm data de 2026, de publicação ou de atualização.

  • Robôs de IA: nenhum cita GPTBot, OAI-SearchBot ou outro robô de IA.
  • Bing e CDN: nenhum menciona o Bing, a CDN ou o firewall.
  • JavaScript: três mandam testar a renderização, sempre com foco no Google e nos buscadores.
  • Ferramentas: oito citam o Search Console, e nove falam de Core Web Vitals.

Perguntas frequentes

Auditoria técnica de SEO e auditoria SEO completa são a mesma coisa?

Não. A auditoria técnica de SEO confere acesso dos robôs, renderização, indexação e sinais da página. Por outro lado, a auditoria SEO completa soma a isso conteúdo, palavras-chave e links de outros sites. Por isso, o SEO técnico costuma vir primeiro: sem acesso e índice, o resto do trabalho não aparece na busca nem na IA.

O site precisa de llms.txt para passar na auditoria?

Não para o Google. De acordo com o guia do Google para IA generativa, a Pesquisa Google não usa llms.txt nem outros arquivos de texto para IA. Manter o arquivo para outros serviços não é problema, como explica o guia sobre para que serve o llms.txt.

Dados estruturados ajudam a aparecer na IA do Google?

Não são necessários. De acordo com o guia do Google para IA generativa, dados estruturados não são exigência desses recursos. Ainda assim, o Google recomenda mantê-los, porque qualificam a página para pesquisas aprimoradas. Na auditoria, além disso, confira se a marcação corresponde ao texto visível.

De quanto em quanto tempo refazer a auditoria técnica de SEO?

Refaça a auditoria técnica de SEO antes e depois de mudanças grandes, como redesign, migração ou troca de CDN. O Google, aliás, aponta o redesign e o lançamento de um site como bons momentos para contratar um SEO. Entre uma auditoria e outra, por fim, acompanhe o Search Console e o Bing Webmaster Tools.

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